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Juliana Roque: a psicóloga que abraça vidas com palavras, escuta e presença

Juliana Roque aprendeu cedo que a escuta pode ser um gesto de amor — talvez o mais potente deles. Nascida em uma família matriarcal, abundante em vozes femininas, cresceu entre conversas atravessadas, intuições afiadas e um desejo precoce de compreender o outro. “A família é nosso grande laboratório”, diz. “Ela cura, ela adoece. E ela ensina.” Passou a infância em uma cidade entre os ventos, areia branca e águas cristalinas, cercada por mulheres fortes e atuantes. Sua primeira atuação profissional foi como professora de educação infantil, ainda nos anos 1980, seguida de projetos de alfabetização de jovens e adultos na rede pública.

CRÉDITOS DAS FOTOS: Paulo Frota.

Iniciou a graduação em Biologia em 1990 (FERLAGOS), mas foi o mergulho nos saberes da fitoterapia e das práticas da medicina chinesa que a aproximou, pela primeira vez, da conexão entre corpo e psique. A história de Juliana é daquelas que não se resumem a um currículo — embora seu trajeto acadêmico seja vasto. Da formação em Psicologia pela UESA à especialização em Saúde Mental na Infância e Adolescência, passando pela introdução à Neuropsicologia na PUC-Rio, pela formação em Terapia Familiar Sistêmica e, mais recentemente, pela pós-graduação em Terapia Dialética Comportamental (DBT). Mas é no entrelaçamento entre vivência e teoria que ela construiu o seu lugar: um consultório vivo, afetivo, pulsante.

“Todos os dias, quando acordo, me sinto desafiada, porque a vida é dinâmica e é um presente. Me vejo oferecendo esse presente aos meus pacientes que se veem desamparados ou cansados da vida. É uma profissão de muita responsabilidade”, reflete. A Psicologia entrou em sua vida como quem reencontra um amor antigo. Juliana já sabia: queria cuidar das histórias. Mas agora, queria também transformá-las. No Rio de Janeiro, cidade onde se formou em Psicologia, seguiu tecendo sua formação de maneira múltipla e orgânica. Atuou em projetos de inclusão, grupos sociais, círculos com famílias em processo de adoção e atendimentos a pessoas em situação de vulnerabilidade.

A prática clínica começou com o nascimento de sua filha, Izadora — momento em que uma nova escuta também nasceu dentro dela. Especializou-se em Saúde Mental na Infância e Adolescência e ampliou os estudos em Psicologia Neonatal, Terapia Familiar Sistêmica e abordagens centradas em sistemas familiares internos (IFS), além de se aperfeiçoar participando de congressos e workshops. Com os desafios da clínica e a intensidade do sofrimento coletivo durante a pandemia, Juliana buscou aprofundamento em Terapia Cognitiva Dialética (DBT) pelo InTCC-RJ. A experiência com transtornos de personalidade, bipolaridade e transtornos alimentares em grupos terapêuticos exigia novas ferramentas.

Em paralelo, iniciou a formação em Constelação Familiar — mais uma ponte entre histórias pessoais e heranças emocionais. Hoje, aos 52 anos, com mais de duas décadas de atuação clínica, Juliana se divide entre o consultório no Leblon e os atendimentos online, que chegam a pacientes no Brasil, Espanha, Alemanha e Canadá. Com escuta refinada e olhar ampliado, atende crianças a partir dos nove anos, adolescentes, adultos, casais e famílias.

Seu trabalho é atravessado por múltiplas linhas teóricas — do existencialismo ao budismo, passando pelas tradições africanas —, mas com um eixo comum: a presença. “A clínica e o trabalho com grupos focados fazem parte da minha praia acadêmica. Vivendo muitos anos de trabalho, com influências teóricas diversas, mais a experiência de desenvolvimento individual, com ternura, agradeço a todas as pessoas e pacientes que estiveram, estão e os que estão por vir nesse crescimento diário da aventura e força da vida”, afirma.

Juliana também coordena grupos terapêuticos presenciais com base na DBT, voltados a pacientes diagnosticados com transtorno de personalidade borderline, bipolaridade e transtornos alimentares. Com fala delicada, mas firme, ela transita entre ciência e sensibilidade com uma naturalidade rara. “Não sou um Gato Félix, mas minha caixa de ferramentas nunca para de crescer”, brinca. “A cada nova história que escuto, eu também me transformo.”

Seus pacientes — muitos dos quais ela acompanha há décadas, alguns já em segunda geração — voltam sempre. Porque encontram nela mais do que uma terapeuta: encontram um porto. Um espaço seguro. Um lugar onde a escuta não julga. Onde a escuta acolhe. “Ser psicóloga é um compromisso com a vida. É receber o outro em suas dores, dúvidas e delicadezas. É separar brinquedos na caixa da vida para abrir espaço para o novo. É ajudar o paciente a se olhar no espelho — nem que por alguns minutos — e reconhecer que está valendo a pena viver.”

 Onde encontrá-la:

 Consultório: Av. Ataulfo de Paiva, 135 – Leblon, Rio de Janeiro/RJ 
Contato: (21) 97661-1881 

E-mail: juroque@hotmail.com
 Instagram: @juliana_roque_psicologa

Last modified: Outubro 27, 2025
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